Postado por : Thainá Cristina 27 julho 2013


Como prometido aos fãs de Academia de Vampiros, a autora liberou hoje pela tarde o primeiro capítulo do livro "O beijo das sombras", mas dessa vez contado sob a perspectiva do personagem Dimitri! Ouço mulheres suspirando atrás do monitor agora hahaha.

Leiam abaixo o conto traduzido pela página Academia de Vampiros.

• O encontro •

"Dimitri!"

Eu me voltei imediatamente ao som do meu nome olhando para o guardião se aproximando na escuridão. O que ele estava pensando? Todos aqui esta noite sabiam como se manter em segredo é essencial. Não importa que ele seja novo e esteja animado com sua primeira missão. Não tínhamos espaços para erros, não quando essa era a primeira brecha que tivemos em um ano. Percebendo seu erro, ele se desmanchou em desculpas, mas não cedo o bastante.

"Desculpe". Ele diminui sua voz para um sussurro e tocou em seu ouvido. "Os fones de ouvidos não estão funcionando. Nós verificamos a casa, elas já se foram. Elas podem ter sido alertadas, talvez tenham espiões nas ruas." Assim que a animação retornou, o jovem guardião Laurence começou a falar rapidamente. "Eu estive pensando sobre isso. Elas provavelmente tem uma rede de pessoas trabalhando para elas! Faz sentindo não? Como elas poderiam se manter sempre a frente de nós por tanto tempo? Não tem como dizer o quão profundo vai essa conspiração! Podemos estar diante um exército hoje à noite!"

Não disse e nem lhe dei nada enquanto refletia sobre suas palavras. Era um mistério como uma dupla de jovens meninas conseguiu escapar por dois anos, especialmente quando uma delas é uma princesa Moroi e a outra é uma dampira delinquente, como um arquivo disciplinar tão longo que quebrou os recordes da Academia. Quando eu me juntei ao corpo docente da Academia São Vladimir ano passado, e conheci o caso da princesa, eu honestamente fiquei surpreso como as garotas conseguiram fugir. Manter uma aliança com outros pode explicar como elas conseguem se esconder... e ainda assim, com todas informações recolhidas, nós nunca, nem uma vez, tivemos um sequer indício de que elas tinham um cúmplice, quem dirá "uma rede inteira" ou um "exército".

Meu silêncio deixou Laurence nervoso, ele já não mais sorria. "É irrelevante agora," disse a ele. "Não há porque tirarmos conclusões precipitadas quando-"

"Dimitri?" Uma voz feminina chamou em meu fone de ouvido. "Nós temos uma visão delas. Estão se aproximando no cruzamento da Brown e Boudreaux, vindo do norte."

Sem mais uma palavra de Laurence, segui a frente para a rua indicada. O escutei correndo atrás de mim, mas seus passos eram pequenos e ele não conseguia se manter perto de mim. Eu tentei me manter calmo conforme meu coração se acelerava, mas era difícil. Era isso. Era isso. Nós finalmente podemos tê-la: Vasilisa Dragomir, a princesa desaparecida, e a última de sua linha de sucessão. Embora eu saiba que todo o trabalho de um guardião era honrável, incluindo os instrutores dos futuros guardiões, parte de mim ansiava por algo mais do que a São Vladimir. Quando eu conheci sobre a princesa Dragomir e como ela fugiu da escola, eu fiz com que sua busca fosse um projeto pessoal,  buscando ligações que para outros era impossível.

Eu? Eu não acreditava no impossível.

EU diminui meu passo enquanto chegava próximo ao local, permitindo que Laurence se aproxima-se. Com uma rápida olhada, formas de outros guardiões se revelaram escondidos nas sombras e atrás de objetos. Esse foi o local que eles escolheram para a intercepção. Rapidamente sai da rua e me escondi atrás de uma árvore, pedindo com um movimento da cabeça para que Laurence fizesse o mesmo. Enquanto eu olhava por detrás da árvore, avistei duas figuras femininas se aproximando, uma praticamente arrastando a outra. De início, assumi que fosse a forte Dampira ajudando a princesa, mas conforme cheguei perto, suas alturas e estruturas revelaram o contrário.

Eu não tive tempo para refletir sobre essa estranha situação. Quando elas estavam acerca de seis metros de mim, eu rapidamente sai detrás da árvore e me coloquei em seu caminho. Elas chegaram num impasse, e qualquer que fosse a fraqueza que a jovem dampira sentia, sumiu. Ela agarrou a princesa fortemente pelo braço e a puxou para trás para que seu próprio corpo fosse um escudo com o intuito me manter longe. Ao nosso redor, outros guardiões se espalhavam, assumindo posição de defesa, mas sem avançar sem o meu comando. Os olhos escuros da dampira percebeu eles, mas manteve sua atenção focada diretamente para mim. 

Eu não sabia o que esperar dela, talvez que tentasse fugir ou implorasse por sua liberdade. Ao invés, ela se posicionou ainda mais em posição de defesa em frente a princesa e falou quase como um grunhido: "Deixem ela em paz. Não toquem nela."

A garota estava irremediavelmente derrotada, mas ainda assim desafiava, como se fossemos nós em desvantagem. Em momentos assim, eu fico feliz que meus velhos instrutores na Rússia me ensinaram a como esconder meus sentimentos, porque eu estava surpreso. Muito surpreso. Quando analisei essa dampira, eu imediatamente entendi com uma perfeita clareza sobre como elas conseguiram nos iludir por tanto tempo. Uma rede de cúmplice? Um exército? Laurence era um tolo. A princesa não precisa de uma rede  ou um exército, não quando ela tinha essa protetora.

Rose Hathaway.

Havia uma paixão e intensidade que irradiavam dela, quase que palpável. Tensão preenchia cada parte de seu corpo quando ela me olhou, me desafiando a se mexer. Ela possuía uma ferocidade que eu não esperava, que ninguém esperava percebi, provavelmente porque a maioria não teve acesso a seus registros inadimplentes de seu passado. Havia um olhar em seus olhos agora, que dizia que isso não era uma piada, que ela morreria mil vezes antes de deixar alguém tocar na princesa atrás dela. Ela me lembrava uma gata encurralada, elegante e bonita, mas plenamente capaz de arranhar seu rosto se provocada.

E sim, mesmo com a falta de iluminação eu podia ver que ela era bonita, de um jeito mortal, e que me impressionou também. Suas fotografias não tinham feito justiça a sua beleza. Longos e escuros cabelos emolduravam seu rosto, cheio de beleza bruta o qual um homem facilmente poderia dar seu coração. Seus olhos, embora cheios de ódio por mim, ainda conseguiam ser sedutores, o que apenas acrescentou ainda mais perigo. Ela podia estar desarmada, mas Rose Hathaway estava em posse de muitas armas.

Eu não queria lutar contra ela e estendi minhas mãos num gesto apaziguador e dei uma passo a frente. "Eu não estou indo-"

Ela atacou.

Eu vi isso acontecer, e não fiquei surpreso com a ação em si, mas sim por ela sequer tentar com tantas probabilidades  indo contra ela. Devo eu ficar surpreso? Provavelmente não. Como eu já havia observado, ficou claro que Rose estava disposta a fazer qualquer coisa e lutar com qualquer um para proteger uma amiga. Eu admirava isso, eu admirava bastante, mas não pude deixar de impedir de bloquear seu ataque. A princesa ainda era meu objetivo desta noite. E apesar de Rose ter uma paixão e rebeldia, seu ataque era desajeitado  e fácil de se defender. Ela havia ido embora a muito tempo para um treinamento formal. Ela mal se recuperou do ataque e começou a cair, me lembrei de como ela estava fraca antes e por instinto, estendi a mão e a peguei antes que pudesse cair no chão, mantendo-a de pé firme. Aquele longo e maravilhoso cabelo se afastou sobre seu rosto, revelando duas marcas de dentes no seu pescoço. Outra surpresa, mas explica seu cansaço e palidez. Aparentemente, sua devoção a princesa vai além da defesa. Percebendo meu olhar, Rose puxou seu cabelo para cobrir o seu pescoço.

Apesar de sua situação, pude ver seu ágil corpo se preparando para outro ataque. Eu fiquei tenso em resposta, eu não queria essa corajosa, bela e selvagem garota como minha inimiga. Eu queria ela como... o que? Eu não tinha certeza. Algo mais do que uma luta numa rua em Portland. Há tanto potencial aqui. Essa garota poderia ser imparável, se seus talentos fossem propriamente cultivados. Eu queria ajudar ela. 

Mas eu lutaria com ela se for preciso.

De repente, a princesa Vasilia segurou a mão de sua amiga. "Rose, não."

Por um momento nada aconteceu, todos ficamos parados. Então, lentamente, a tensão e hostilidade saiu do corpo de Rose. Bem não toda hostilidade. Havia ainda um brilho de perigo em seus olhos que me deixou em guarda. O resto de sua linguagem corporal dizia que ela não admitiu uma derrota, e sim uma trégua desde que eu não dê a ela motivos de alarme.

Eu não planejava. Eu também não pretendia subestima-la novamente. Garota doida, pensei olhando momentaneamente em seus olhos. Farei com  que ninguém jamais subestime você também.

Satisfeito com ela sendo pacificada, pelo menos momentaneamente, arrastei meus olhos de seu olhar escuro e foquei na princesa. Afinal, fugitiva ou não, Vasilisa Dragomir ainda era a última de sua linha real, e certos protocolos deveriam ser seguidos. Eu me curvei diante dela. 

"Meu nome é Dimitri Belikov. Eu vim levá-la de volta à Academia São Vladimir, princesa."


Comentários
2 Comentários

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  1. Ai genteee deixa eu morrer, suspirar e chorar pelo Dimka..queria bem mais interação entre ele a Rose nos livros finais..coisa mais linda..mais perfeita

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  2. AAAAAAAAAAAAAAA que emoção! Mas não sei se sou viciada demais, porque achei muito curto esse capítulo :( Quero MAIS...quero a serie TODA sob o ponto de vista do Dimka *--*

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